MidiArte

3 03UTC março 03UTC 2009

Camargo Guarnieri participa dos eventos de Tietê

Filed under: Visão Cultural - Matérias — Maire @ 5:12 pm
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Em comemoração ao aniversário de Tietê, a prefeitura está desde o dia 1º realizando shows e apresentações de músicos, feiras de artesanatos, atividade cultural, como também a abertura da 24º FAIT e 11º Festa do Peão de Boiadeiro.

 

E nas apresentações realizadas na praça Dr. Elias Garcia (Centro), a escola de música Camargo Guarnieri se apresenta nesta quinta-feira (5) às 20h com um repertório digno da cultura a ser apreciada.

 

Compareçam!!!

23 23UTC fevereiro 23UTC 2009

Oscar – 2009

Filed under: Cinema — Maire @ 2:13 pm
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Ontem, em pleno carnaval, houve a 81º premiação do Oscar. Claro que nenhuma emissora brasileira nos fez o favor de transmitir sem sequer pequenos flashes. Apenas quem tem o canal pago TNT conseguiu acompanhar a cerimônia.

Teve até Hugh Jackman fazendo show. Bom, os vencedores do Oscar de 2009 foram:

 

 

Melhor Filme
Quem Quer Ser um Milionário?

Melhor Diretor
Danny Boyle, de Quem Quer Ser um Milionário?

Melhor Ator
Sean Penn, de Milk – A Voz da Igualdade

Melhor Atriz
Kate Winslet, de O Leitor

Melhor Ator Coadjuvante
Heath Ledger, de Batman – O Cavaleiro das Trevas

Melhor Roteiro Original
Dustin Lance Black, de Milk – A Voz da Igualdade

Melhor Roteiro Adaptado
Simon Beaufoy, de Quem Quer Ser um Milionário?

Melhor Filme Estrangeiro
Departures, de Kundo Koyama

Melhor Animação
Wall-E, de Andrew Stanton

Melhor Fotografia
Anthony Dod Mantle, de Quem Quer Ser um Milionário?

Melhor Direção de Arte
O Curioso Caso de Benjamin Button

Melhor Figurino
A Duquesa

Melhor Som
Batman – O Cavaleiro das Trevas

Melhor Efeitos Sonoros
Quem Quer Ser um Milionário?

Melhor Montagem
Quem Quer Ser um Milionário?

Melhor Efeitos Visuais
O Curioso Caso de Benjamin Button

Melhor Maquiagem
O Curioso Caso de Benjamin Button

Melhor Trilha Sonora
Quem Quer Ser um Milionário?

Melhor Canção
Jai Ho, de Quem Quer Ser um Milionário?

Melhor Curtametragem (animação)
La Maison em Petits, de Kunio Kato

Melhor Curtametragem
Toyland, de Jochen Alexander

Melhor Curtametragem (documentário)
Smile Pinki

Melhor Documentário em Longametragem
O Equilibrista
, de James Marsh

 

“HORA DE RECOMEÇAR” – por Lilian Foltran

Filed under: Crítica Fílmica — Maire @ 1:57 pm
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Baseado no livro “Porto Seguro”, da escritora Danielle Steel, este filme pode ser catalogado como um drama-romance atual, onde a história traz como tema central a importância da família, a superação da morte de entes queridos e as relações amorosas desfeitas e, também, construídas.

         O cenário é belíssimo! A história se passa no litoral da Califórnia e na cidade de São Francisco nos EUA.

         “Hora de recomeçar” faz você se conectar com um mundo fantástico e, ao mesmo tempo, real, cheio de surpresas, de encontros e desencontros com a felicidade, de sofrimento e de intersubjetividade.

 A partir da amizade entre uma menina de 11 anos (PIP) e um pintor solitário (MATT), surge a possibilidade de enfrentar desafios os mais adversos possíveis e de se tentar dar mais uma vez uma chance para o amor, o aconchego, o carinho, a reconciliação, o perdão, a solidariedade, a alegria e a paz.

OPHELIE, mãe de PIP (PHILIPPA), passa um tempo recluso, junto com a filha, numa casa de praia do litoral californiano – Safe Harbour, a fim de se recuperar de uma tragédia que se atravessou em sua vida: a morte de seu esposo TED e de seu filho adolescente mais velho, CHAD, numa explosão de um avião.

Deprimida, desanimada, passa a maior parte do tempo deitada. Come pouco e sobrevive porque ainda existe uma filha em sua vida, PIP, como é carinhosamente chamada.

A amizade da filha com o pintor promove uma aproximação entre OPHELIE e MATT, que também se tornam bons amigos. Ambos se sentem solitários e feridos pela vida. O diálogo os leva a trocar confidências. MATT revela que foi traído pela esposa com um de seus melhores amigos e que tem uma filha que não a vê há seis anos. OPHELIE conta que seu filho sofria de um distúrbio afetivo; era bipolar, o que exigia muito de seu tempo, mantendo-a sempre ocupada e preocupada. Ele já havia tentado suicídio duas vezes.

Dessa amizade, o filme vai se desenrolar de forma progressiva, às vezes bem negativa, outras positiva.

Os desafios colocados pela vida estarão ligados à morte ou à superação de obstáculos subjetivos.

Muitas descobertas acontecerão.

“Hora de recomeçar” mostra a capacidade que o humano tem para amar e ser amado, desde que se proponha a reinventar a vida quando esta não lhe é favorável.

Ter coragem é só um começo…

Lilian do Rocio Freitas Foltran – Psicanalista

Tietê/SP, Verão – 2009.

 

 

Detalhes do filme:

 

Titulo Original: Safe Harbour (EUA)

Gênero: Romance

Ano: 2007

Diretor: Bill Corcoran

Elenco: Melissa Gilbert, Rebecca Staab, Idalis DeLeon, Michael Jace, Dakota Brinkman, Michael DeLorenzo, Brad Johnson

 

Capa do DVD

Capa do DVD

11 11UTC fevereiro 11UTC 2009

“O Filho Eterno” de Cristovão Tezza – Por Lilian Foltran

Filed under: Resenhas Literárias — Maire @ 10:24 am
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O escritor Criatovão Tezza coloca-se a ser lido a partir da sua intimidade, da sua história em ser pai de um filho portador de Síndrome de Down. Descreve o nascimento do filho como momento de ruptura na vida de um casal. O tempo todo Cristovão está a relacionar as lembranças do seu passado com a realidade de ser pai de Felipe, um sujeito trissômico (anomalia do cromossomo 21 que gera a Síndrome de Down). Sua dificuldade em lidar com esse fato o acompanha a todo momento, principalmente no que diz respeito à vida social. Teme em como esse filho ocupará o espaço de sua vida. E a criança o ocupa e o ocupará pelo resto da vida. Cristovão Tezza expõe, com uma linguagem vertiginosamente rica, desde o primeiro momento em que é informado pelo médico sobre o problema do seu filho, passando pelos diversos estágios em clínicas e consultórios médicos à procura de métodos e procedimentos a respeito; posteriormente, pelas escolas que Felipe frequentará até apreender que será através do futebol que seu filho irá atingir a socialização e a alfabetização e produzir a sua primeira metáfora, quando o pai narra o seguinte diálogo, no final do livro, sobre o jogo do Atlético Paranaense:

Felipe _ “Três a zero, só. Que tal?”

Pai _ “Tudo bem. Mas vai ser duro. Você está preparado?”

Felipe _ “Estou. Eu sou forte!” – Ele ergue o braço, punho fechado. ¬ _ “Nós vamos conseguir!”

Pai _ “Vamos ver se a gente ganha.”

O menino faz que sim, e completa, braço erguido, risada solta: Felipe _ Eles vão ver o que é bom prá tosse!”

O Filho Eterno, livro premiado em várias categorias, é a reordenação da vida de um pai paralelamente às questões que surgiram no caminho nestes 26 anos de Felipe. As experiências na adolescência desse pai; sua vida ilegal na Alemanha para ganhar dinheiro; suas dificuldades de escritor quando já está com mais de 30 anos e alguns livros na gaveta; sua estabilidade com o cargo de professor em universidade pública. Na teimosia de ser escritor, o leitor se depara com a ferrenha sustentação de um desejo, ao qual Cristovão Tezza não desiste – tornar-se escritor. Desejar é só o começo, mas não o ponto principal. Sustentar um desejo e assinar embaixo é o que se exige de alguém que quer ser um sujeito. Cristovão Tezza atinge esse ponto.

Detalhes sobre o livro:

         “O Filho Eterno” – Romance brasileiro, 2.a ed, Ed. Record, RJ, 2007.

Autor: Cristovão Tezza, 1952 -.

Site: www.critovaotezza.com.br

E-mail: contato@cristovaotezza.com.br

 

Vencedor dos Prêmios:

  • Prêmio APCA – Associação Paulista de Críticos de Arte – melhor romance;
  • Prêmio Jabuti – melhor romance;
  • Prêmio Bravo! – Livro do Ano;
  • Prêmio Portugal – Telecom de Literatura em Língua Portuguesa – 1. lugar;
  • Prêmio São Paulo de Literatura 2008.

Sobre o autor:

    Cristovão Tezza nasceu em Lages, Santa Catarina, em 1952, mas mudou-se para Curitiba, Paraná, ainda criança.

    É considerado um dos mais importantes autores da literatura brasileira contemporânea. Além de escritor, com mais de uma dezena de livros publicados, leciona na Universidade Federal do Paraná.

    É autor, entre outros, de: Trapo, O Fantasma da Infância, Aventuras Provisórias, Breve espaço entre cor e sombra (Prêmio Machado de Assis/Biblioteca Nacional de melhor romance de 1998) e O Fotógrafo (Prêmio da Academia Brasileira de Letras e Bravo! – melhor romance do ano). a publicação deste O Filho Eterno marca seu retorno à Editora Record.

 

 

Capa do livro

Capa do livro

 

31 31UTC janeiro 31UTC 2009

“Ensaio sobre a Cegueira” – por Lilian Foltran

Filed under: Crítica Fílmica — Maire @ 12:51 pm
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Brilhante a fidelidade do filme, dirigido por Fernando Meirelles, sobre a obra literária do escritor português – José Saramago – Prêmio Nobel de Literatura.

         O filme é uma ficção bem engendrada que tem por tema a epidemia de uma “cegueira branca” que afeta a população de uma grande cidade.

         O início do filme mostra o primeiro habitante a ser infectado pela doença – um sujeito oriental que se encontra no trânsito. O segundo é o médico oftalmologista que o atende.

         O Estado intervém quando o fato já se torna alarmante, epidêmico e, para não colocar em risco a população, elimina o problema enviando os infectados para a quarentena, num hospital tipo sanatório, desativado.

         O local vai ficando cada vez mais cheio.

         Sobreviver é o único motivo para estar ali.

         As condições de vida humana vão se tornando cada vez mais degradantes: lixo, urina, fezes, mortos. A situação promove a essência brutal e primitiva do ser humano.

         Apenas uma mulher não é infectada pela doença – a mulher do médico – , mas ela se passa como cega para acompanhar o marido e torna-se a líder do primeiro grupo – ala 1- enviado ao hospital e formado pelo sujeito do trânsito, o médico oftalmologista, a sua esposa, o homem que ajuda o sujeito no trânsito, a esposa do sujeito do trânsito, a moça “garota de programa” de óculos escuros, um menino e a secretária do médico.

         Há também o grupo da ala 3, cujo líder se intitula o “rei” e institui o controle da comida distribuída pelo Estado, trocando comida, primeiramente, por objetos que os outros infectados das demais alas possuem. Depois, por mulheres das demais alas que têm de submeter a relações sexuais com os homens da ala 3. Neste ponto do filme, é visível ao espectador a degradação da sociedade, a perda da civilidade e dos limites do ser humano.

         Ao mesmo tempo em que os personagens perdem a visão, o lado obscuro de suas almas os afligem.

         A desorganização social, a superação de seus valores básicos desmoronam, revelando-se um mundo apocalíptico onde as pessoas destituídas de visão se alienam e se degradam aos poucos.

         Sentimentos de repugnância e de revolta se instalam no espectador.

         Há no filme uma fonte de sentimentos contrários, gerando transformações das mais impossíveis nos doentes vítimas da cegueira branca. Enquanto alguns se transformam em animais, outros se tornam mais humanos.

         Chega o momento da liberdade do hospital. Os infectados invadem a cidade que se encontra num verdadeiro caos. Corpos são devorados por cães, supermercados são saqueados, sujeira para todo lado, enfim, o pânico e a paranóia tomam conta de tudo.

         Vem a chuva e as pessoas se aliviam de tanta sujeira.

         O grupo 1, liderado pela mulher não infectada, segue para a sua casa. Tornam-se uma família. Compartilham fraternidade, respeito, amor. Encontram aí a sua salvação.

         Ensaio sobre a cegueira é um filme que mostra a fragilidade humana até que ponto ela pode chegar. Tenta nos despertar por um sentimento que esquecemos há muito tempo – a compaixão. Provoca diversas análises, principalmente no que diz respeito à cegueira humana que vai além da cegueira fisiológica. Há uma cegueira simbólica embutida na sociedade atual que não enxerga aquilo que não lhe convém, que olha com os olhos sem querer ver realmente.

         Uma esperança surge quando o primeiro habitante infectado pela cegueira branca recupera a visão.

         Após assistir ao filme, venho em mina mente a lembrança de uma música do Oswaldo Montenegro, escrita a letra pelo compositor e cantor Zé Ramalho, chamada “Do muito e do pouco”, que aproveito o momento para aqui deixar registrada:

 

Do muito e do pouco

Se em terra de cego quem tem um olho é rei

Imagine quem tem os dois!

É muito quadro prá uma parede

É muita tinta prá um só pincel

É pouca água prá muita sede

Muita cabeça prá um só chapéu

Muita cachaça prá pouco leite

Muito deleite prá pouca dor

É muito feio prá ser enfeite

Muito defeito prá ser amor

É muita rede prá pouco peixe

Muito veneno prá se matar

Muitos pedidos prá que se deixe

Muitos humanos a proliferar.

Se em terra de cego quem tem um olho é rei

Imagine quem tem os dois!

 

Lilian do Rocio Freitas Foltran

Psicanalista

Tietê/SP

Verão, 2009.

Detalhes sobre o filme:

Título Original: Blindness
Gênero: Drama
Tempo de Duração: 120 minutos
Ano de Lançamento (Brasil / Canadá / Japão): 2008
Site Oficial:
www.ensaiosobreacegueirafilme.com.br
Distribuição: 20th Century Fox Brasil / Miramax Films
Direção: 
Fernando Meirelles
Roteiro: Don McKellar, baseado em livro de José Saramago

 

Elenco:

Mark Ruffalo (Médico)
Julianne Moore (Esposa do médico)
Alice Braga (Garota com óculos escuros)
Danny Glover (Homem com venda preta no olho / Narrador)
Gael García Bernal (Rei de Ward 3)

cegueira

 

 

23 23UTC janeiro 23UTC 2009

“Apenas uma vez” – por Lilian Foltran

Filed under: Crítica Fílmica — Maire @ 3:19 pm
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Você gosta de música? Você gosta de música romântica? Então assista “Apenas uma vez” (Once) – Oscar 2008 de Melhor Canção.

         O filme se passa em Dublin, Irlanda.

         Narra a história de um sujeito e de uma jovem mãe que amam a música. Ele compõe músicas no violão. Ela, filha de um membro de orquestra violinista que a ensinou a tocar piano.

         Ambos andam pelas ruas de Dublin: ele tocando violão e cantando, ela vendendo rosas para ajudar a sustentar a família.

         Eles se encontram, se conhecem, se tornam parceiros na música a ponto de alugarem um estúdio e contratarem mais alguns músicos para gravar um CD dele.

         Uma coisa interessante no filme: os personagens principais não têm nomes próprios. São tratados no roteiro como: sujeito e jovem garota.

         Freud, em suas pesquisas e estudos clínicos de 1905, utiliza o termo sublimação que “vem de sublime para designar uma elevação do senso estético, ora uma passagem do estado sólido para o gasoso, ora, ainda, um mais-além da consciência – um fenômeno da criação intelectual.”   (Elizabeth Roudinesco -Dicionário de Psicanálise, p. 734).

         As composições musicais do filme revelam a sublimação do sujeito que as cria para superar uma perda amorosa significativa, conduzindo-o a um produto final, a uma obra – um CD, e que o faz seguir seu caminho de músico ao mudar-se para Londres.

         Comprar um piano e dar de presente para a jovem é um ato de amor, gratidão e reconhecimento.

Deixo aqui registrada a versão da canção campeã do Oscar 2008:     

 

“Eu não conheço você

Mas quero você

Ainda mais por isso

O significado das palavras me escapa

E elas sempre me enganam

E eu não consigo reagir

Jogos que nunca são

Mais dos que jogos

Vão chegar ao fim

Pegue este barco

Que está afundando

E tome o rumo de casa

Nós ainda temos tempo

Levante sua voz esperançosa

Você teve escolha

Agora você conseguiu

Abaixam-se lentamente

Olhos que me conhecem

E eu não posso voltar

Estados de espírito

Que se apoderam de mim

E me apagam

E eu fico sem vida

Bom, você já sofreu o bastante

E lutou com você mesma

Está na hora de você vencer

Peque este barco

Que está afundando

E tome o rumo de casa

Nós ainda temos tempo

Levante sua voz esperançosa

Você teve escolha

Agora você conseguiu

Descendo lentamente

Cante sua melodia

Eu vou cantar junto.”

 

 

Lilian do Rocio Freitas Foltran

Psicanalista

Tietê/SP

Verão, 2009.

 

Detalhes sobre o filme:

Título Original: Once
Gênero: Drama
Ano de Lançamento (Irlanda): 2006
Site Oficial: www.foxsearchlight.com/once
Distribuição: Fox Searchlight Pictures / Imagem Filmes
Direção: John Carney
Música: Glen Hansard e Markéta Irglová

Elenco:
Glen Hansard (Homem)
Markéta Inglová (Mulher)
Hugh Walsh (Timmy)
Geoff Minogue (Eamon)

Capa - Apenas uma vez

Capa - Apenas uma vez

 

22 22UTC janeiro 22UTC 2009

Festival de Sundance traz Santoro e Jim Carrey em novo filme

Filed under: Cinema — Maire @ 3:27 pm
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Está rolando no mundo cinematográfico, o Festival de Sundance, um festival alternativo nos Estados Unidos. E um dos filmes que me chamou bastante atenção, infelizmente sem data prevista para chegar por aqui, é o “I love you Phillip Morris”.

No elenco, encontramos Rodrigo Santoro, Jim Carrey e Ewan McGregor, todos gays!

É verdade! Neste novo filme, esses grandes atores interpretam personagens gays com direito a beijo na boca e tudo.

O filme fora dirigido por Glenn Ficarra e John Requa. Segundo informações do site G1 (g1.globo.com), o roteiro é baseado numa história real de um ex-oficial de polícia, Steven (Carrey) que descobre sua homossexualidade depois de um acidente. Rodrigo Santoro interpreta seu primeiro amor homossexual. E McGregor, o personagem título e o grande amor de Steven, Philip Morris.

O filme fora baseado no livro de Steve McVicker. “I love you Phillip Morris” conta a saga de um homem que encontra o amor de sua vida na prisão e passa a planejar fugas a fim de reencontrá-lo.

 

Dados retirados do site http://g1.globo.com

E lá também tem uma entrevista com Rodrigo Santoro sobre sua expectativa sobre o novo filme, acesse

http://g1.globo.com/Noticias/Cinema/0,,MUL959103-7086,00-EM+FILME+SANTORO+VIVE+O+PRIMEIRO+AMOR+DE+JIM+CARREY.html

 

20 20UTC janeiro 20UTC 2009

“O vencedor está só” – Paulo Coelho

Filed under: Resenhas Literárias — Maire @ 2:28 pm
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Por Zezé Belaz

 

Muitos torcerão o nariz ao ler “Paulo Coelho” neste blog. Até hoje não consegui entender porque as professoras ou estudantes de letras têm tantos motivos para falar mal dos livros desse escritor. Conheço suas obras há vários anos e cada uma me acrescenta algo em sua leitura.

Porém, não vamos julgar o mito de tê-lo transformado em Mago, mas vamos desfrutar de uma leitura que sempre nos mostra algo mais daquilo que se está lendo.

“O vencedor está só”, seu último livro lançado, 12º na carreira, nos conta uma história totalmente diferente do resto de sua literatura. Mostra-nos um Paulo Coelho mais crítico, mais opinativo sobre um mundo das celebridades, da ostentação, do luxo e do falso glamour que as revistas e a própria TV nos mostra todos os dias.

A narrativa se passa em 24 horas no Festival de Cinema de Cannes, um industrial russo para reconquistar sua ex-esposa resolve cometer alguns assassinatos para chamar sua atenção. E a cada assassinato, o leitor vai conhecendo histórias e desejos das personagens secundárias. O ator consagrado mais com idade avançada, a candidata à atriz, a super modelo, um estilista, etc.

Todos esses vão se estreitando e nos apresentando uma imagem diferente sobre a vida dos que estão sob os holofotes.

Paulo Coelho escreve em seu retrato na primeira página do livro, que esse seria a forma de “fotografar sua época”. E é uma crítica dura sobre o que realmente importa para as pessoas. Se é a crise econômica estalando em todo o mundo ou o nascimento do filho do ator famoso, se é os maus tratos contra crianças ou a última tendência da moda, se é a proliferação nuclear, a pobreza e as torturas ou simplesmente a famosa que saiu da clínica, ou deu mais um escândalo ou apareceu nua em alguma revista.

Os valores estão invertidos e é isso que Paulo Coelho com sua genialidade nos apresenta em seu novo livro. O mundo da celebridade do jeito que ele é. Além, é claro, de um excelente romance policial cheio de artimanhas e surpresas a cada página.

Vale a pena ler “O Vencedor está só”.

 

Capa do livro

Capa do livro

Detalhes:

O Vencedor está só – Paulo Coelho

Editora: Agir – 400 páginas

19 19UTC janeiro 19UTC 2009

“AO ENTARDECER” – por Lilian Foltran.

Filed under: Crítica Fílmica — Maire @ 2:14 pm
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O que envelhecer representa em nossas vidas? Este é o tema de “Ao Entardecer”.

         O título é verdadeiro, é literal. Depois do entardecer, vem a noite, a lua, as estrelas, o sono, os sonhos. Ao entardecer, a pintura do crepúsculo convida ao recolhimento, à meditação, às lembranças do que se viveu.

         Apresentando um elenco magistral, esse filme mostra com detalhes o mistério humano de cada um.

         O que se experimenta na juventude, com ardor e verdade, se perpetua por toda a vida. E, ao entardecer, ou seja, ao envelhecer, permanecem as lembranças e a saudade.

         Um dos sentimentos bem explorado nesse filme é o da amizade. Estar presente nos momentos alegres, preciosos, como numa festa de casamento, assim como ser presença presente nos momentos tristes como numa visita em tempos finais de vida. Partilhar medos, fantasias, alegrias, frustrações, enfim, inúmeras emoções é o ato mais visível em “Ao Entardecer”.

         Outro ponto bem explorado é o da maternidade. As mães mostradas nesse filme se encarregam de conduzir o espectador a meditar qual a importância dos filhos nas diversas e adversas etapas da vida de uma mãe.

         “Ao Entardecer” restaura a alma dos apaixonados, vivifica e faz vibrar o amor possível-impossível entre um homem e uma mulher.

         O cenário é maravilhoso! As trocas de épocas – passado e presente – levam o espectador a se ligar atentamente e desejar chegar ao final.

         Para os românticos, os sensíveis, adorarão assistir!

 

Lilian do Rocio Freitas Foltran

Psicanalista

Tietê/SP

Verão, 2009.

 

Dados sobre o filme:

Elenco: Meryl Streep, Glenn Close, Toni Collette, Vanessa Redgrave, Claire Danes, Natasha Richardson.

Direção: Lajos Koltai

Gênero: Drama

Duração: 117 min

Distribuidora: Europa Filmes

» Drama baseado no popular livro de Susan Minot.

Poster - Ao Entardecer

Poster - Ao Entardecer

12 12UTC janeiro 12UTC 2009

O MESTRE DA VIDA – por Lilian Foltran

Filed under: Crítica Fílmica — Maire @ 6:28 pm
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Baseado numa história real, “O Mestre da Vida” conduz o espectador a uma infinita dança de troca de experiências de vida.

            O aprendiz – JOHN (Trevor Morgan/Ray Liotta)  e o gênio pintor mestre – NICHOLI SEROFF (Armin Mueller-Stahl).

            Aquilo que há de mais belo entre os seres humanos – o amor – é transmitido numa profunda gratuidade possível de existir entre um jovem e um velho; o sonho e a desilusão; a culpa, a tristeza, o ressentimento e a alegria.

            Sonhar e ir em busca do que faz um jovem se tornar adulto é o que encontramos na pessoa de JOHN. Quando se é jovem e talentoso, muitas vezes nos sentimos perdidos. Mas, ao insistirmos em nossos sonhos e talentos, abrimos as portas para o aprender, o identificar-se, o querer ser e poder escolher.

            O filme se inicia com JOHN narrando o seu momento e as conseqüências que vive após conhecer NICHOLI SEROFF, um pintor genial, russo naturalizado americano, que se desiludiu com a vida, desistiu da arte e se fechou num mundo no qual sobrevive bebendo vodca para ficar em paz.

            JOHN diz: “… desde cedo aprendi que qualquer idiota pode ver como as coisas estão feias. Não preciso ter dom para isso.” E continua: “Então, esta é uma história de adulto. Se decidir ser cínico, será uma escolha infeliz. Os cínicos normalmente têm razão. Os românticos normalmente estão errados. Mas um romântico só precisa estar certo uma vez na vida: quando escolhe seu verdadeiro amor.”

            JOHN insiste para que o velho mestre o ensine a pintar. NICHOLI o convida para passar uma temporada de verão na Pensilvânia, onde têm uma propriedade. JOHN aceita o convite e, mesmo sem o consentimento do seu pai, vai viver uma experiência nova e rica.

            JOHN e NICHOLI vão experimentar o prazer e a dor da convivência entre opostos.

            A sutileza do filme se dá pela sensibilidade e profundidade com as situações do cotidiano apresentadas, com o que é comum a todos. Trata do sofrimento do existir, do perder um ente querido, do lugar para continuar vivendo, da infinita possibilidade de aprender seja a partir do caos ou do óbvio.

            A presença do feminino se dá através de três personagens: a mãe de JOHN , a namorada de um amigo de NICHOLI e Carla, amiga íntima de NICHOLI. Aí nos deparamos com três posições distintas frente à vida: manter a família unida (mãe de JOHN), omitir-se frente ao que não é da sua área de conhecimento (namorada do amigo de NICHOLI) e buscar sentido e prazer mesmo quando a fatalidade fala por si só (Carla).

            “O Mestre da Vida” é um convite à partilha de experiências de vida, aos ensinamentos e aprendizados que enriquecem o existir, o viver, o amar.

            Uma dica: entreguem-se de corpo e alma ao assistir esse filme e deixe que as suas mensagens, metáforas, sentimentos impregnem a sua mente e o seu coração. Retorne às cenas onde falas tocam fundo para que elas se perpetuem em seu ser.

            Algumas falas que me chamaram a atenção por serem repletas de conteúdo nobre, digno, ético:

1.                 NICHOLI para o seu amigo com sua namorada e JOHN: “A Arte é um denominador comum. Quando fazemos uma pausa por um momento e apreciamos algo que nos conecta a todos nós… a beleza de estarmos vivos… isto é arte.”

2.                 Carla para JOHN: “Não deixe ninguém fazê-lo desistir daquilo que quer fazer, que quer ser. Siga seu coração.”

3.                 NICHOLI para JOHN: “Sua paleta deve ser sempre a mesma. Suas cores são como as teclas de um piano. Os músicos precisam que estejam sempre no mesmo lugar para se expressar. Os grandes pintores fazem a mesma coisa.

4.                 NICHOLI para JOHN: “O sol é como uma mulher… quando beija seus lábios quentes… ela deixa um pouco de cor por toda a parte.”

5.                 NICHOLI para JOHN: “Tem de lutar, tem de abrir caminho para dar vida às coisas. Tem de sentir alegria.”

 

Assistam “O Mestre da Vida” e tenham a coragem de colocar em prática os ensinamentos captados. Constatarão, sem dúvida, que são as pequenas coisas, os detalhes que unem as pessoas e as convidam a mudar hábitos e, até mesmo, idéias.

 

Detalhes do filme “O Mestre da Vida”:

Informações Técnicas
     Título no Brasil:  O Mestre da Vida (Local Color) – EUA
     Gênero:  Drama
     Tempo de Duração: 90 minutos
     Ano de Lançamento:  2006
     Site Oficial: 
     Estúdio/Distrib.:  Flashstar
     Direção:  George Gallo

 

Capa "O Mestre da Vida"

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