MidiArte

23 de fevereiro de 2009

Oscar – 2009

Filed under: Cinema — Maire @ 2:13 pm
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Ontem, em pleno carnaval, houve a 81º premiação do Oscar. Claro que nenhuma emissora brasileira nos fez o favor de transmitir sem sequer pequenos flashes. Apenas quem tem o canal pago TNT conseguiu acompanhar a cerimônia.

Teve até Hugh Jackman fazendo show. Bom, os vencedores do Oscar de 2009 foram:

 

 

Melhor Filme
Quem Quer Ser um Milionário?

Melhor Diretor
Danny Boyle, de Quem Quer Ser um Milionário?

Melhor Ator
Sean Penn, de Milk – A Voz da Igualdade

Melhor Atriz
Kate Winslet, de O Leitor

Melhor Ator Coadjuvante
Heath Ledger, de Batman – O Cavaleiro das Trevas

Melhor Roteiro Original
Dustin Lance Black, de Milk – A Voz da Igualdade

Melhor Roteiro Adaptado
Simon Beaufoy, de Quem Quer Ser um Milionário?

Melhor Filme Estrangeiro
Departures, de Kundo Koyama

Melhor Animação
Wall-E, de Andrew Stanton

Melhor Fotografia
Anthony Dod Mantle, de Quem Quer Ser um Milionário?

Melhor Direção de Arte
O Curioso Caso de Benjamin Button

Melhor Figurino
A Duquesa

Melhor Som
Batman – O Cavaleiro das Trevas

Melhor Efeitos Sonoros
Quem Quer Ser um Milionário?

Melhor Montagem
Quem Quer Ser um Milionário?

Melhor Efeitos Visuais
O Curioso Caso de Benjamin Button

Melhor Maquiagem
O Curioso Caso de Benjamin Button

Melhor Trilha Sonora
Quem Quer Ser um Milionário?

Melhor Canção
Jai Ho, de Quem Quer Ser um Milionário?

Melhor Curtametragem (animação)
La Maison em Petits, de Kunio Kato

Melhor Curtametragem
Toyland, de Jochen Alexander

Melhor Curtametragem (documentário)
Smile Pinki

Melhor Documentário em Longametragem
O Equilibrista
, de James Marsh

 

“HORA DE RECOMEÇAR” – por Lilian Foltran

Filed under: Crítica Fílmica — Maire @ 1:57 pm
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Baseado no livro “Porto Seguro”, da escritora Danielle Steel, este filme pode ser catalogado como um drama-romance atual, onde a história traz como tema central a importância da família, a superação da morte de entes queridos e as relações amorosas desfeitas e, também, construídas.

         O cenário é belíssimo! A história se passa no litoral da Califórnia e na cidade de São Francisco nos EUA.

         “Hora de recomeçar” faz você se conectar com um mundo fantástico e, ao mesmo tempo, real, cheio de surpresas, de encontros e desencontros com a felicidade, de sofrimento e de intersubjetividade.

 A partir da amizade entre uma menina de 11 anos (PIP) e um pintor solitário (MATT), surge a possibilidade de enfrentar desafios os mais adversos possíveis e de se tentar dar mais uma vez uma chance para o amor, o aconchego, o carinho, a reconciliação, o perdão, a solidariedade, a alegria e a paz.

OPHELIE, mãe de PIP (PHILIPPA), passa um tempo recluso, junto com a filha, numa casa de praia do litoral californiano – Safe Harbour, a fim de se recuperar de uma tragédia que se atravessou em sua vida: a morte de seu esposo TED e de seu filho adolescente mais velho, CHAD, numa explosão de um avião.

Deprimida, desanimada, passa a maior parte do tempo deitada. Come pouco e sobrevive porque ainda existe uma filha em sua vida, PIP, como é carinhosamente chamada.

A amizade da filha com o pintor promove uma aproximação entre OPHELIE e MATT, que também se tornam bons amigos. Ambos se sentem solitários e feridos pela vida. O diálogo os leva a trocar confidências. MATT revela que foi traído pela esposa com um de seus melhores amigos e que tem uma filha que não a vê há seis anos. OPHELIE conta que seu filho sofria de um distúrbio afetivo; era bipolar, o que exigia muito de seu tempo, mantendo-a sempre ocupada e preocupada. Ele já havia tentado suicídio duas vezes.

Dessa amizade, o filme vai se desenrolar de forma progressiva, às vezes bem negativa, outras positiva.

Os desafios colocados pela vida estarão ligados à morte ou à superação de obstáculos subjetivos.

Muitas descobertas acontecerão.

“Hora de recomeçar” mostra a capacidade que o humano tem para amar e ser amado, desde que se proponha a reinventar a vida quando esta não lhe é favorável.

Ter coragem é só um começo…

Lilian do Rocio Freitas Foltran – Psicanalista

Tietê/SP, Verão – 2009.

 

 

Detalhes do filme:

 

Titulo Original: Safe Harbour (EUA)

Gênero: Romance

Ano: 2007

Diretor: Bill Corcoran

Elenco: Melissa Gilbert, Rebecca Staab, Idalis DeLeon, Michael Jace, Dakota Brinkman, Michael DeLorenzo, Brad Johnson

 

Capa do DVD

Capa do DVD

11 de fevereiro de 2009

“O Filho Eterno” de Cristovão Tezza – Por Lilian Foltran

Filed under: Resenhas Literárias — Maire @ 10:24 am
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O escritor Criatovão Tezza coloca-se a ser lido a partir da sua intimidade, da sua história em ser pai de um filho portador de Síndrome de Down. Descreve o nascimento do filho como momento de ruptura na vida de um casal. O tempo todo Cristovão está a relacionar as lembranças do seu passado com a realidade de ser pai de Felipe, um sujeito trissômico (anomalia do cromossomo 21 que gera a Síndrome de Down). Sua dificuldade em lidar com esse fato o acompanha a todo momento, principalmente no que diz respeito à vida social. Teme em como esse filho ocupará o espaço de sua vida. E a criança o ocupa e o ocupará pelo resto da vida. Cristovão Tezza expõe, com uma linguagem vertiginosamente rica, desde o primeiro momento em que é informado pelo médico sobre o problema do seu filho, passando pelos diversos estágios em clínicas e consultórios médicos à procura de métodos e procedimentos a respeito; posteriormente, pelas escolas que Felipe frequentará até apreender que será através do futebol que seu filho irá atingir a socialização e a alfabetização e produzir a sua primeira metáfora, quando o pai narra o seguinte diálogo, no final do livro, sobre o jogo do Atlético Paranaense:

Felipe _ “Três a zero, só. Que tal?”

Pai _ “Tudo bem. Mas vai ser duro. Você está preparado?”

Felipe _ “Estou. Eu sou forte!” – Ele ergue o braço, punho fechado. ¬ _ “Nós vamos conseguir!”

Pai _ “Vamos ver se a gente ganha.”

O menino faz que sim, e completa, braço erguido, risada solta: Felipe _ Eles vão ver o que é bom prá tosse!”

O Filho Eterno, livro premiado em várias categorias, é a reordenação da vida de um pai paralelamente às questões que surgiram no caminho nestes 26 anos de Felipe. As experiências na adolescência desse pai; sua vida ilegal na Alemanha para ganhar dinheiro; suas dificuldades de escritor quando já está com mais de 30 anos e alguns livros na gaveta; sua estabilidade com o cargo de professor em universidade pública. Na teimosia de ser escritor, o leitor se depara com a ferrenha sustentação de um desejo, ao qual Cristovão Tezza não desiste – tornar-se escritor. Desejar é só o começo, mas não o ponto principal. Sustentar um desejo e assinar embaixo é o que se exige de alguém que quer ser um sujeito. Cristovão Tezza atinge esse ponto.

Detalhes sobre o livro:

         “O Filho Eterno” – Romance brasileiro, 2.a ed, Ed. Record, RJ, 2007.

Autor: Cristovão Tezza, 1952 -.

Site: www.critovaotezza.com.br

E-mail: contato@cristovaotezza.com.br

 

Vencedor dos Prêmios:

  • Prêmio APCA – Associação Paulista de Críticos de Arte – melhor romance;
  • Prêmio Jabuti – melhor romance;
  • Prêmio Bravo! – Livro do Ano;
  • Prêmio Portugal – Telecom de Literatura em Língua Portuguesa – 1. lugar;
  • Prêmio São Paulo de Literatura 2008.

Sobre o autor:

    Cristovão Tezza nasceu em Lages, Santa Catarina, em 1952, mas mudou-se para Curitiba, Paraná, ainda criança.

    É considerado um dos mais importantes autores da literatura brasileira contemporânea. Além de escritor, com mais de uma dezena de livros publicados, leciona na Universidade Federal do Paraná.

    É autor, entre outros, de: Trapo, O Fantasma da Infância, Aventuras Provisórias, Breve espaço entre cor e sombra (Prêmio Machado de Assis/Biblioteca Nacional de melhor romance de 1998) e O Fotógrafo (Prêmio da Academia Brasileira de Letras e Bravo! – melhor romance do ano). a publicação deste O Filho Eterno marca seu retorno à Editora Record.

 

 

Capa do livro

Capa do livro

 

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